28.3.17

CANTO DO SACO: Temas e problemas do Concelho de Nisa (1)

Canto do Saco foi uma coluna que existiu no “Jornal de Nisa”, e que retomamos, será, doravante, uma coluna de opinião onde os munícipes de todo o concelho poderão apresentar problemas locais que careçam de resolução. Problemas e situações que além de serem aqui publicados, serão igualmente enviados aos poderes locais competentes, desde a Assembleia Municipal, à Câmara e Juntas de Freguesia, que não poderão, assim, invocar desconhecimento. Convidamos todos os cidadãos do concelho a apresentarem sugestões, alertas, denúncias de situações que considerem lesivas tanto do território municipal como da sua própria condição de munícipes. Poderão utilizar o e-mail portaldenisa@gmail.com ou enviarem por escrito as suas reclamações. Apenas exigimos uma condição: que os escritos, mails, etc., venham assinados. O anonimato mata a condição de sujeitos e cidadãos de corpo inteiro, num estado democrático.
Posto isto, avançamos com algumas questões, as primeiras, mas já, de certo modo, “antigas”.
1. Nisa - A Praça da República: Melhorias a introduzir
A Câmara Municipal numa atitude e decisão positiva, que em devido tempo elogiámos, arranjou espaço para o estacionamento de autocarros. Era uma carência bastante sentida e uma anomalia no projecto inicial, sem qualquer razão de ser.
Ali próximo, porém, subsiste um dos proncipais problemas na circulação de trânsito. Todos os nisenses já viram, com certeza, as dificuldades com que alguns camiões, principalmente os de grande porte, sentem em contornar a rotunda existente junto ao Cine Teatro. Volta e meia lá vem mais um estouro, quase uma explosão, de um pneu rebentado, porque além de mal feita, as superfícies que limitam a referida rotunda, em granito, são como facas de gumes afiados (aliás, como em todo o trajecto entre a Rotunda do Cinema e o Café D. Dinis) e que provocam dificuldades acrescidas e prejuízos aos automobilistas.
Rectificar a “planta” da rotunda não me parece trabalho de “outro mundo”, nem de custos “espampanantes”. Manter a situação tal como está é que não me parece adequado, tantas foram as vezes e as vozes que se têm levantado contra tal situação.
A Câmara pode e deve, com urgência, resolver o problema.
2. Em frente à Loja do Munícipe, junto aos semáforos, as marcações da passadeira para peões permanecem, há muito, invisíveis. A Câmara desculpa-se que não é competência sua, por se tratar de estrada nacional ou inter-regional (também já percebo muito pouco destas “novas” designações para confundir o Zé Pagante). Mas pode fazer alguma coisa e não ficar à espera, de mãos a abanar. Pode e deve exigir à entidade competente que faça aquilo que a lei lhe impõe: marcar no alcatrão da estrada, de forma bem visível e distinta, a passadeira para peões. E, já agora, retirados que foram, os vasos “gigantes” para aformosear o espaço circundante do Mercado Municipal, mantenha, pelo menos, com um pouco de urbanidade, isto é, com flores e vida, aquele que restou e presta “serviço de apoio” a um dos postes metálicos dos semáforos.
Do mesmo modo, deve exigir à substituta da JAE que marque novas atravessias para peões na Estrada das Amoreiras. Nesta artéria há uma série de problemas, a destacar, o que não faço agora para não me afastar da Praça da República.
3. O traçado dos estacionamentos junto aos cafés D. Dinis e Lareira carecem de ser rectificados. Representam um perigo, constante, para a circulação automóvel, tanto para quem pretende estacionar ou sair do estacionamento, como para os automobilistas que circulam naquela via. Não existe um espaço de segurança que permita a visibilidade do trânsito que circula num e noutro sentido, o que põem em risco a vida de pessoas e bens.
A solução nem seria dispendiosa, encurtando-se, ligeiramente, a área dos passeios e colocando os referidos espaços de estacionamento em “espinha” e com a obrigatoriedade da saída num só sentido.
4. Ainda aqui junto aos referidos cafés, é vergonhoso e atentatório da saúde e salubridade pública, que se mantenham em “serviço”, estruturas metálicas de recolha de lixo. Estruturas essas, por vezes abertas e exalando um cheiro nauseabundo, perante os olhares atónitos e de repulsa de muitos dos frequentadores das esplanadas daqueles espaços de restauração. Não havia outros sítios para porem os “mostrengos”? Com franqueza...
5. Falámos, aqui, há dias, da Biblioteca Municipal. Nada a adiantar o que foi dito. Apenas chamar a atenção para a falta de iluminação pública existente nas áreas laterais da Biblioteca. Junto aos estabelecimentos comerciais (cafés, ourivesaria, etc.) faltam, ou estão inactivos, dois pontos-luz.
No lado do Posto de Turismo e no espaço que há muito designei por “Bifes na Pedra” a situação ainda é pior. Faltam sete (7) pontos-luz que estão, igualmente, apagados e sem cumprirem a função por que foram ali instalados. É capaz de ser luz a mais? Concordo. Mas, pelo menos, reactivem, ponham em funcionamento, três ou quatro, até para uma maior segurança do edifício da antiga escola.
Vale o reparo?
6. Por onde anda, para onde emigrou, que destino levou, o painel electrónico da Praça da República? Qual a justificação para o seu desmantelamento? Falta de verba para o reparar? Falta de elementos promocionais do concelho para nele colocar? Falta de uma política, séria, de divulgação do património e das potencialidades concelhias sem serem assentes numa figura só?
Quem souber que responda. Para mim, acho que por ali andou “mãozinha de reaça”, que é uma forma simpática de dizer que o painel electrónico do Rossio incomodava algumas “cabecinhas pensadoras” que não são burras...
Mário Mendes