23.7.17

GNR: Prisão preventiva para cidadã equatoriana detida por posse de produtos estupefacientes em Elvas

O Comando Territorial de Portalegre deteve ontem, dia 22 de julho, uma cidadã do Equador, de 38 anos, por posse de produtos estupefacientes em Elvas.
A cidadã equatoriana, circulava de táxi de Madrid para a zona da grande Lisboa, tendo sido apreendido na sua posse 255 doses de cocaína, 10,8 gramas de liamba, um telemóvel, um tablet, cerca de 200 euros em numerário e cerca de 13 quilos de um produto em pó encontrado em várias pacotes de farinha que será analisado pelo Laboratório de Polícia Científica.
A detida depois de presente ao Tribunal de Elvas, foi conduzida ao Estabelecimento Prisional de Odemira, onde aguarda julgamento em prisão preventiva.

Monforte estendeu o braço para doar sangue




A Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Portalegre – ADBSP – acaba de completar a primeira visita 2017 por todas as terras do distrito onde tem calendarizadas colheitas. Faltava Monforte, pois teve de ser alterada a data estabelecida aquando da feitura do plano anual. Até ao quartel dos Bombeiros de Monforte deslocaram-se 27 pessoas, entre elas 13 do sexo feminino (48,1%).
Uma vez avaliados os presentes, alguns não puderam colaborar. Mas sempre foram 19 as unidades de sangue total recolhidas.
Entre os dadores monfortenses que desta vez não compareceram, contabilizam-se alguns bombeiros que nesta data estavam em serviço noutros pontos do País.
A Câmara Municipal de Monforte apoiou a realização do almoço convívio servido num restaurante local.
Reconhecimento à Enf. Ana Maria
No final da brigada procedeu-se à entrega de um ramo de flores à Enf. Ana Maria Meira. Uma forma de se assinalar com alegria, e em tom de felicitação, a última brigada em que marcou presença como profissional de saúde. Depois de uma longa caminhada de 36 anos na ImunoHemoterapia do Hospital de Portalegre, onde puncionou veias a milhares e milhares de doadores, a Enf. Ana vai deixar de estar ligada a este serviço. Deixamos à Ana Maria uma palavra de reconhecimento pela causa que abraçou com tanta dedicação: a dos dadores de sangue!
Em agosto a ADBSP vai levar a efeito recolhas de sangue em: Fronteira, no Centro de Saúde, dia 05; Alter do Chão, nos Bombeiros, no sábado 12; Alpalhão (Nisa), na sede do Grupo Ciclo Alpalhoense, dia 19.
Decorrem na parte da manhã as nossas brigadas. Levantar cedo e doar sangue dá saúde e... boa disposição! Fica o convite para confirmar esta máxima!
JR

Atrasos da “Reforma Florestal” leva a corrida para compra de eucaliptos

Foram produzidos pelo menos 30 milhões de eucaliptos em Portugal na última época e apenas 17 milhões destinaram-se a plantações legais
Os viveiros florestais nacionais produzem cerca de 30 milhões de eucaliptos certificados por ano, dos quais quase metade são plantas produzidas por empresas do grupo Altri e The Navigator Company. O conjunto destes viveiros florestais também vende para o mercado geral, abastecendo os proprietários privados, mesmo que estes não tenham autorização do ICNF - Instituto de Conservação da Natureza e Florestas para efectuar arborizações com eucaliptos.
Nos últimos anos, foi autorizada pelo ICNF a arborização e rearborização de cerca de 12 a 13 mil hectares de terrenos com eucaliptos por ano.
Mesmo considerando algumas perdas em viveiro e transporte, conclui-se que o número de eucaliptos plantados anualmente de forma legal não ultrapassa os 17 milhões. Sobram assim cerca de 13 milhões de eucaliptos (43% do total), livres para venda e consequente plantação, sem que exista qualquer autorização do ICNF.
 Na consulta pública da reforma da floresta, a Quercus já tinha alertado o Governo de que era essencial criar um mecanismo legal de controlo das plantas produzidas em viveiros para projetos florestais com espécies de rápido crescimento.
A permissão da compra e venda de eucaliptos deveria ser existir apenas mediante a apresentação de uma autorização por parte do ICNF.
Viveiros florestais produzem eucaliptos para plantações ilegais
Enquanto não existe uma regulamentação adequada, a Quercus apela à responsabilidade social das empresas viveiristas, incluindo as pertencentes à industria de celuloses, para que não vendam eucaliptos a particulares ou a outras entidades que não tenham autorização para (re)arborização com eucalipto emitida pelo ICNF.
Para evitar a continuação das plantações ilegais de eucalipto, com os impactes nefastos associados às monoculturas, são essenciais medidas de ordenamento florestal que tardam na atual revisão dos Programas Regionais de Ordenamento Floresta, mas também a fiscalização e o controlo das plantações no terreno.
Quercus teme que a partir de Outubro sejam vendidos mais 30 milhões de eucaliptos se entretanto não entrar em vigor a legislação prometida pelo Governo.
Tudo leva a indicar que a não publicação da prometida legislação para restrição à plantação de novas áreas de eucalipto, levará a uma nova corrida à compra e plantação desta espécie florestal, com graves consequências ao nível do ordenamento do território e ao nível da Defesa da Floresta Contra Incêndios (DFCI).
A Direção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

ALPALHÃO: Festas Populares 2017


As Festas Populares de Alpalhão têm início no próximo dia 4 de Agosto e decorrem até dia 7 do mesmo mês. 
No dia 4, sexta-feira, o programa integra a atuação do grupo de Zumba de Alpalhão e do Grupo de Contradanças Alpalhoense. Os amantes da tauromaquia poderão assistir e participar na novilhada que terá uma demonstração de pegas.
No dia 5, sábado, terá lugar um Encontro de Motards, a actuação de Joaquim Silva e do Grupo das Sevilhanas da Escola Silvina Candeias. 
O programa de domingo, dia 6, será preenchido com um Encontro de Concertinas, uma garraiada, karaoke party e baile.
Na segunda-feira, dia 7, não faltará o típico almoço alpalhoeiro, no qual será servido o tradicional "arroz de cachola" e outros acepipes. Neste dia e para maior animação, haverá a tradicional Corrida dos Cântaros.
Durante os quatro dias dos festejos, haverá sempre baile, a actuação de um DJ, e um esmerado serviço de bar em que não faltarão os petiscos tradicionais de Alpalhão.
As Festas Populares de Alpalhão contam com o apoio do Município de Nisa e das Juntas de Freguesia de Alpalhão e Nisa e terão sempre entradas gratuitas. 
Como vem sendo habitual e uma vez mais, a organização dos festejos está a cargo do Grupo Desportivo e Recreativo Alpalhoense.

GNR: Apreensão de arma de fogo e vestuário contrafeito em Ponte de Sor

O Comando Territorial de Portalegre, através do Núcleo de Investigação Criminal de Ponte de Sor, apreendeu ontem, dia 19 de julho, em Ponte de Sor, uma arma de fogo e vestuário contrafeito.
A operação, que empenhou 30 militares das várias valências do Comando Territorial de Portalegre, envolveu duas buscas domiciliárias que permitiram constituir arguidos três homens, com idades entre os 19 e os 48 anos, e apreender:
* Uma espingarda caçadeira;
* Três cartuchos;
* Uma planta de cannabis;
* Vários artigos de roupa contrafeita

GRÂNDOLA: Colóquio e concerto evocam Zeca Afonso


22.7.17

NISA: O nosso passado não morreu! (1)

Sobre o "Falar de Nisa" - Nota introdutória
O NOSSO PASSADO NÃO MORREU!
... só morrerá quando todos o esquecermos.
E não parece que seja o que mais queremos: basta ler este jornal e/ou pensar no culto de várias das nossas tradições.
Alguém disse, com muita razão, que nós somos nós e as nossas memórias. Na verdade, no nosso Passado estão os caboucos da nossa vida presente e futura.
Mas o Passado é como um “garramiço”. Quantos ramos e quantas folhas tem, umas e outros reciprocamente entrelaçados e solitários?
As artes, os ofícios, o trabalho da terra, o vestuário, a alimentação, a casa, etc., etc., sem esquecer, como factor maior, a língua em que todos se entendiam e que os congregava como comunidade. Quem conhece o seu Passado conhece-se melhor.
Por mero acaso vieram-me parar às mãos vários textos (talvez dezenas), escritos no falar da nossa Terra mas sem respeito pelas regras ortográficas e procurando aproximar-se da Fonética. No seu conjunto, não são fáceis de decifrar.
Porque considero que essa forma de falar não é de ninguém mas é um bem de todos, dou-os agora a publicação na sua versão primitiva que, vista à luz da ortografia actual, tem o seu quê de complicado. Para comodidade dos leitores, cada texto será acompanhado duma versão em Português Padrão.
Se, nas minhas memórias, recuo várias dezenas de anos, verifico ter sido assim que eu ouvi falar as pessoas mais velhas e não só. Claro que, na comunidade local, alguns tinham atingido outros níveis daquilo a que tem sido costume chamar Cultura. No entanto, conservavam alguns traços daquela outra forma de falar.
Para divulgação entre todos os que são curiosos do Passado da nossa Terra, estes textos irão sendo publicados enquanto houver pessoas interessadas no seu conhecimento e a Redacção deste jornal assim o entender.
José d´Oliveira Deniz
 NOTA: Este, excepcional,  conjunto de textos, que hoje começamos a colocar no "Portal de Nisa", foram publicados no "Jornal de Nisa" - 1ª série. Constituem, a meu ver, preciosos documentos etnográficos e culturais, bem elucidativos e marcantes sobre a tradição oral e um modo de falar, singular, o nosso. O "falar de Nisa". Leiam-nos com atenção e... divirtam-se!

Animadores da Etaproni apoiam animação ambiental com crianças do 1.º ciclo de Nisa (2011)

"É de pequenino que se torce o pepino"
Como diz o ditado “É de pequenino que se torce o pepino”, ou seja, é nesta fase crucial do desenvolvimento biopsicossocial do ser humano que se joga todo o processo de socialização primária, a partir do qual se manifesta como muito difícil a interiorização e reprodução de determinados comportamentos essenciais à integração e inserção social. Neste sentido, são fundamentais as estratégias, também de animação na infância, no sentido de socializar as crianças para a necessidade e importância da adopção de comportamentos ambientalmente sustentáveis. Actualmente assistimos a consequências nefastas da multiplicação de comportamentos humanos que colocam em risco o equilíbrio dos ecossistemas, entendidos em sentido amplo. É urgente que as várias instituições, como neste caso específico, autarquia local, escola básica do 1.º ciclo e Escola Tecnológica, Artística e Profissional de Nisa se concentrem no desenvolvimento de acções que promovam de forma concertada a educação ambiental dos adultos de amanhã. Os animadores apoiaram os pequenos a “torcer o seu pepino”.  
Maio 2011

21.7.17

Porto Covo nas 7 Maravilhas - Aldeias de Mar

DIA 23 DE JULHO, LIGUE A RTP E VOTE EM PORTO COVO
No dia 23 de julho (domingo), a RTP transmite a gala 7 Maravilhas - Aldeias de Portugal onde Porto Covo estará a votação do público como uma das pré-finalistas na categoria "Aldeias de Mar".
O número de telefone para votar apenas será divulgado na gala, a transmitir a seguir ao Telejornal.
Entre a terra e o mar, Porto Covo é um ícone do Alentejo Atlântico. Aqui, quando o inverno não os deixava sair da pequena angra nas suas embarcações, os pescadores tornavam-se agricultores, e a mesma força vital que usavam para colher o mar usavam para semear a terra.
O centro de Porto Covo é uma das mais belas praças portuguesas, uma maravilha da arquitetura do séc. XVIII, com as suas casinhas caiadas, barras azuis, portas vermelhas e cortinas de renda.
Deste coração da aldeia, estendem-se artérias retilíneas que desembocam num envolvente de pequenas praias de areia dourada e água transparente.
À vista da aldeia, emerge, coroada por bandos de gralhas, a misteriosa Ilha do Pessegueiro, expoente paisagístico do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina.
Não faltam razões para votar em Porto Covo como uma das mais maravilhosas aldeias de Portugal.

Doações de sangue não faltaram em Castelo de Vide






Verão é tempo de sol, mergulhos, esplanadas, férias e também ... de se doar sangue. Em Castelo de Vide, a segunda dádiva 2017 mostrou-se bastante viva. Tratou-se de mais uma iniciativa da Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Portalegre – ADBSP. Rumaram até ao Centro de Saúde 44 voluntários, dos quais 18 mulheres.
Por razões clínicas dois dos presentes não puderam estender o braço.
Uma pessoa fez o seu batismo como doador. Quanto ao Registo Nacional de Dadores Voluntários de Células de Medula Óssea verificou-se uma nova inscrição.
O almoço convívio decorreu num restaurante local e contou com o apoio da Câmara Municipal de Castelo de Vide.
22 de julho em São Salvador da Aramenha
A ADBSP promove as suas brigadas em sábados, da parte da manhã. A 22 de julho vamos marcar presença no salão da Junta de Freguesia de São Salvador da Aramenha (Marvão); A 05 de agosto poderá encontrar-nos no Centro de Saúde de Fronteira.
Aproveite o tempo estival e seja solidário doando sangue!

JR

IMPRENSA REGIONAL: "Alto Alentejo" - 19/7/2017


20.7.17

NISA: Cantinho do Emigrante - Memória (2006)

“ARGO” NISENSE
Para quem não sabe o que é o “Argo”, fique a saber que é uma língua inventada, utilizada em quase todas as terras de Portugal, com que se denominam palavras e objectos, com nomes “bárbaros”, que não figuram sequer no dicionário de português.
Nalgumas escolas nacionais tem havido interesse no ensino desta importante riqueza cultural, com o é o caso do “mirandês”, que se estuda e pratica em Miranda do Douro, como outros dialectos noutros locais. Em Miranda diz-se “chega-te para lá um cibinho”, enquanto em Nisa, as pessoas mais antigas dizem: “chega-te para lá maneirinhas”.
Estamos no século passado, no início de Outubro de 1910, com a revolução republicana e o derrube da monarquia a ceifar vidas, quando um jovem casal de camponeses resolveram casar. O noivo era rude e corpulento, a noiva era dócil e meiga, não impedindo, por vezes, de haver disputas verbais, com grande alarido, alarmando a vizinhança. A esposa, amorosa como no primeiro dia, esquecia-se, facilmente, da discussão do dia anterior, endereçando-se ao seu “Intónh”: Ó home, não te esqueças de levares a “plice”, porque stá a morinhé e tu podes-te constipé.
O homem, respondia: “Non te rales Frincisca, que eu levo tamém o guarda-chuva”.
À noite, no regresso a casa depois da labuta de um dia de trabalho árduo no campo, o marido encontra a sua esposa à luz da candeia, abanado o lume para fazer o jantar, no preciso momento em que o gato derrubou a “mintolia” do azeite que se encontrava em cima da “tropeça” de cortiça.
- “ Ó mulhê! Tira daí mazé, esta saringonça, não vás tu também aventar o “venégre”.
Ele vinha bastante cansado porque adormeceu logo, com os cotovelos nos joelhos e as mãos na cara, quando a esposa o acordou, dizendo: “ vamos comer que a ceia já está pronta. Achando-o calmo, começou por lhe dar a novidade de que iriam ser pais.
- “Já me charinguéstes com esta notícia. Agora, quem se vai ocupar desta encrenca?
- Ora, não meteras o bico onde não eras chamado, respondeu a mulher.
Sussurrando sozinho, já não quis comer e foi-se deitar.
Momentos depois a sua esposa juntou-se e quebrando o silêncio, disse: “Deixa lá “Intónhe”, que Deus há-de dar-nos saúde “pró crié” e ele há-de ser forte como tu e parecido contigo. Não vês que são provas do nosso amor?
Estas palavras chocaram o coração do jovem esposo tornando-o cada vez mais amoroso de sua mulher.
Algum tempo depois rebentou a 1ª Guerra Mundial de 1914/18, em que ele não escapou a mobilização, sendo incorporado num batalhão para ir defender a França contra os alemães.
Trocaram-se cartas inflamadas de amor entre o jovem casal, aguardando-se o nascimento do tão desejado filho, enquanto nas trincheiras da batalha de Verdun se ouviam os tiros da artilharia pesada, com os gases das bombas matando os bravos soldados.
A Frincisca ficou “esborgada” com chorar quando recebeu a notícia da morte do seu marido na frente de combate.
- “Valha-me Dés! O que será de mim sem o mê Intónhe”, como é que eu posso crié o nosso filho? Ai! Que já não te vejo mais, amor da minha vida, não chegastes a ver o fruto do nosso amor”.
No seu peito palpitante, acendeu-se uma luz como a querer dizer: não chores, que eu estarei sempre contigo, até à eternidade…
“O seu corpo repousa no Mosteiro da Batalha, no túmulo do Soldado Desconhecido”.
António Conicha in "Jornal de Nisa" - 208 - Maio de 2006

19.7.17

NISA - O Protesto contra exploração do urânio na imprensa (Outubro 2008)

Manifestação contra eventual exploração de urânio em Nisa reúne mais de 300 pessoas
Mais de 300 pessoas manifestaram-se hoje de forma pacífica, em Nisa, contra a eventual exploração de urânio naquele concelho do norte alentejano, num protesto a que se associaram ecologistas, autarcas e agricultores.
A "Marcha da Indignação" partiu do centro da vila de Nisa em direcção à herdade onde existe uma jazida de urânio inexplorado, a cerca de três quilómetros de distância.
Sempre com a GNR por perto, mas sem que tivesse ocorrido qualquer incidente, os manifestantes gritavam, entre outras palavras de ordem, "Urânio em Nisa não", "Não, não, não à contaminação".
Nos cartazes podia ler-se: "Contra o urânio por um respirar saudável", "Nisa diz não ao urânio", "Nisa sim, urânio não".

A iniciativa esteve a cargo do Movimento Urânio em Nisa Não (MUNN), da Quercus e de várias entidades locais, como a associação comercial, Associação de Desenvolvimento de Nisa, Terra-Associação para o Desenvolvimento Rural e Associação Ambiente em Zonas Uraníferas.
A jornada de protesto e sensibilização iniciou-se no Cine Teatro de Nisa com uma Tribuna Cívica, onde vários ex-trabalhadores das minas da Urgeiriça (Nelas), entre outras entidades, prestaram o seu depoimento contra a exploração deste minério na região.
Em declarações à agência Lusa, a deputada Heloísa Apolónia, do Partido Ecologista "Os Verdes", lembrou "os malefícios" que este género de exploração já provocou nos trabalhadores das antigas minas da Urgeiriça e defendeu que Nisa precisa é de "projectos turísticos".
De acordo com a deputada, o grupo parlamentar de "Os Verdes" vai brevemente "questionar directamente o Ministério da Economia face às incoerências da sua resposta quanto à intenção em relação à exploração de urânio em Nisa".

O concelho alentejano de Nisa, no distrito de Portalegre, possui no seu jazigo inexplorado de urânio um potencial que ronda os 6,3 milhões de toneladas de minério não sujeito a tratamento, 650 mil quilos de óxido de urânio e 760 mil toneladas de minério seco.
A presidente do município local, Gabriela Tsukamoto, mostrou-se também desfavorável à eventual exploração de urânio em Nisa, considerando que "é uma incógnita, porque não se sabe as consequências em termos de saúde pública, ambientais e em termos económicos".
A autarca defendeu que "é preferível pegar nos recursos do concelho, como os queijos, os enchidos, os bordados, o termalismo entre outros factores e torná-los mais sustentáveis".
A mesma opinião é partilhada pelo presidente da Associação dos Agricultores do Distrito de Portalegre, Fragoso de Almeida, que colocou ainda em dúvida, caso se concretize a abertura da jazida de urânio, o futuro da agricultura na região.


"A agricultura regional terá sempre o ónus desta exploração em cima. E uma exploração desta natureza, sem qualquer demagogia, inviabiliza o desenvolvimento rural e o abandono das terras", alertou.
O responsável do núcleo regional de Portalegre da associação ambientalista Quercus, Nuno Sequeira, disse à agência Lusa que a acção de contestação "pretende sensibilizar o Governo para recusar o avanço da exploração de urânio na zona de Nisa".
"É importante não esquecer os erros cometidos em toda esta actividade na zona centro do país, as marcas familiares, dramas de saúde e ambientais e alertar para as consequências gravosas que poderá trazer para o concelho de Nisa e para o distrito", avisou.
Além da sensibilização das populações locais para os "riscos que a eventual exploração de urânio comportará", a iniciativa pretendeu alertar para o facto de o "modelo de desenvolvimento, investimentos em curso e economia local não serem compatíveis com a exploração de urânio".
Fonte: Lusa
O urânio da nossa inquietação
Em Outubro de 2008, culminando uma série de iniciativas de sensibilização para os riscos da exploração do urânio em Nisa, realizou-se nesta vila uma manifestação cívica e caminhada de protesto desde o centro da urbe até às designadas "minas da Mari Dias" na estrada para o Monte Claro.
Desta manifestação e alerta, que teve a presença de deputadas do BE e "Os Verdes" fez eco a imprensa regional e nacional. O PS local não "tugiu nem mugiu", aliás, não se lhe conhece, mesmo passados todos estes anos, qualquer posição oficial ou oficiosa sobre o assunto. É tema tabu, "esquisito", tal como as plantações indiscriminadas de eucaliptos, que muitos autarcas socialistas quase veneram, vá lá saber-se porquê.
As escombreiras a céu aberto, as montureiras de resíduos retirados do subsolo enquanto durou a exploração das minas, nos anos 60, ali continuam ao "deus dará", ao alcance de todos e com os malefícios que se conhecem, à espera que as entidades governamentais se decidam pelas indispensáveis acções de requalificação de todo aquele espaço uranífero, potencialmente perigoso para a saúde e o ambiente, a exemplo do que já foi feito noutros locais.
Da autarquia de Nisa, actualmente de maioria PS, não se espera qualquer diligência. O urânio ou as escombreiras não dão votos, ficam "fora de portas" e não são passíveis de transformação em flores ou elementos decorativos de feição "pimba".
É um erro, crasso, pensar assim. Na Alemanha e noutros países europeus, antigas instalações militares e depósitos de armas, deram lugar a parques ambientais e temáticos, colocados à disposição dos cidadãos, depois de requalificados.
Em Nisa, a autarquia, sempre desejosa de fazer "flores" em qualquer azinhaga, não tem uma ideia, um projecto, uma simples recomendação e alerta ao governo ( que é da sua cor) para a requalificação que se impõe das minas de urânio da Mari Dias.
É tempo de os cidadãos reagirem sobre esta questão e exigirem dos poderes públicos (locais e nacionais) as medidas que se impõem em defesa da saúde pública e ambiental.
Mário Mendes

NISA: Postais do Concelho - Figuras Populares

É mais uma foto publicada no "Jornal de Nisa" (1ª série: Jan. 1998/Out. 2008) na secção ou rubrica "Postais do Concelho". É uma imagem "acrobática" de dois artistas da pintura de edifícios e da língua alegre e brejeira: os senhores Caetano São Pedro e Manuel do Benfica, ambos já falecidos. A foto prestou-se, aliás, para mais uma crónica "efémera" (de centenas que publiquei em mais de 40 anos) alertando para a necessidade de salvaguarda, preservação e classificação de alguns edifícios públicos e particulares (como este da imagem) de Nisa por constituírem exemplares únicos do património construído e de estilos arquitectónicos representativos de determinada época, mesmo "recauchutados" com elementos de outras épocas.
O edifício em questão, em cuja fachada foi implantado a entrada principal da capela do Senhor dos Aflitos, bem merece que assim seja preservada, devendo a Câmara garantir - mesmo tratando-se de edifício particular - todas as diligências no sentido da sua conservação e manutenção. 
Este edifício, como outros na Praça da República e noutros locais da vila ( e do concelho) merece que seja elaborado um regulamento municipal, que valorize e divulgue o património, sejam edifícios públicos ou privados. A Câmara não pode é ser ela a dar o pior exemplo, como é o caso da residência dos herdeiros do dr. José Fraústo Basso, tapada, escondida, apagada da paisagem, por um enorme tapume eleitoral, justamente do partido que lidera a autarquia. Fosse com outros e imagino o que seria a "onda de indignação" e revolta.
Mandar, quem se opõe a este estado de coisas, para o Tribunal Constitucional ou para a Comissão Nacional de Eleições é de quem ainda não percebeu que o direito, mais do que a imposição das leis - tantas delas anacrónicas- começa no bom senso...
E no bom gosto! Mas, aqui, nesta terra, dita "bordada de encantos", impera a "cultura pimba".
Mário Mendes

18.7.17

NISA: Postais do Concelho - Educação e Ensino

A foto, tirada em Nisa na década de 40 do século passado, é quase uma relíquia. Foi publicada numa das edições do "Jornal de Nisa" e encontrámo-la, um dia destes, nos nossos arquivos, por acaso. Publicamo-la, agora, provando - se é que há alguma coisa para "provar" - que os jornais, bem como os textos e as fotos neles impressos não são "efémeros" e que, passados anos, muitos anos, continuam ainda (e sempre, diria) a serem elementos imprescindíveis para a construção da nossa memória colectiva e histórica, seja a nível local como nacional e universal. Com tanta importância, que certos políticos, sem raízes e sem memória, buscam neles a "inspiração" que lhes falta para fazerem "obra nova" e tentarem reescrever o ciclo histórico com "histórias da carochinha".

NISA: Poesia às Termas da Fadagosa (1958)

Às Termas da Fadagosa
(O último adeus desta época)

Adeus Fadagosa de Nisa
Tens um pavilhão que é uma loucura
Para onde vão coxos e paralíticos
À procura da sua cura.

Ó Fadagosa de Nisa
O teu nome mudarás
A água é água santa
Pelo efeito que faz.

A água que é tão pura
Em remédio se transformou
Para curar os doentes
Que a providência castigou.

Uns amparados a muletas
Outros andam pelo seu pé
Depois de tomarem o primeiro banho
Dizem: que bom isto é!

A tua água está acreditada
Por toda a nação inteira
Todos os que a experimentaram
Falam da mesma maneira.

É a praia dos pobrezinhos
Onde vão passar a temporada
À procura da saúde
Da saúde e mais nada...

Todos com pouco dinheiro
Ali se vão instalar
Para passar sete dias
Porque mais não podem estar

À Exma Câmara de Nisa
Peço um favor, dos pequeninos
Que modifique a tabela
Em benefício dos pobrezinhos.

Á família do banheiro
Mil vezes obrigado
Por cuidarem dos doentes
Com tanto carinho e cuidado.

Também agradeço à Exma Câmara
Uma ideia tão esperta
Em construir um pavilhão
Que está sempre c’a porta aberta.

Está sempre c´a porta aberta
Para receber os desgraçados
Em nome de todos agradeço
E mil vezes obrigado.

Tudo o que aqui fica escrito
Foi feito a sorrir
Os erros que encontraram
Façam favor de os corrigir.

João Almeida Fonseca – 30/7/1958
(Pai de José Manuel Almeida Fonseca)

16.7.17

NISA: Rancho das Cantarinhas festejou 50 anos de vida (2014)














O Rancho Típico das Cantarinhas de Nisa assinalou 50 Anos de existência com uma Festa Comemorativa na Praça da República. Uma festa onde não podia faltar o folclore, bem representado através das magníficas danças e dos cantares tradicionais que trouxeram o Rancho Tá Mar (Nazaré) e o Rancho Folclórico de Seixo da Beira (Oliveira do Hospital).

SOCIEDADE: Dia 13 de Julho - Dia do Agricultor

Quercus assinala este dia, destacando o papel fundamental do Agricultor na conservação dos solos, paisagem e recursos naturais
Desde sempre, a agricultura teve um papel preponderante na vida das populações humanas. O Homem tornou-se sedentário desde que se tornou agricultor e até as primeiras trocas comerciais foram feitas em bens alimentares. O agricultor foi acompanhando as diferentes fases da agricultura e as práticas ancestrais agrícolas foram-se implementando – com base em muita observação e respeito pela natureza e solos. Ao longo de 10 mil anos, o desenvolvimento das técnicas da agricultura foram-se desenvolvendo com base em conhecimento empírico.
Contudo, no século passado, com a justificação de matar a fome à crescente população mundial, a agricultura passou a ser uma atividade massificada e uma grande parte dos agricultores foram substituídos por máquinas.
Passaram-se a usar mais pesticidas, fertilizantes químicos de síntese e métodos agressivos de preparação do solo, assim como se intensificou o desgaste e a contaminação do solo, o aparecimento de monoculturas, pragas, doenças, menos variedades agrícolas, e mais gastos energéticos.
Acompanhando esta tendência, a população mais rural migrou para as cidades e o sector primário foi sendo substituído pelos outros sectores. Com a entrada de Portugal na União Europeia, e a adesão à Política Agrícola Comum (PAC), os alimentos começaram a ser distribuídos a preços baixos, vindos de explorações onde eram produzidos de forma pouco amiga do ambiente e visando apenas o factor económico. O agricultor, para poder singrar neste mundo, precisaria de entrar nesta moda, sendo muitas vezes ridicularizado aquele que mantinha as práticas de outrora, aquelas que preservavam a conservação do solo, produções em regimes extensivos, utilização de variedades regionais, entre outras.

Em Portugal, e segundo o Instituto Nacional de Estatística, o agricultor tipo é o seguinte: é do sexo masculino, tem 63 anos, apenas completou o 1º ciclo do ensino básico, tem formação agrícola exclusivamente prática e trabalha nas atividades agrícolas da exploração cerca de 22 horas por semana. O seu agregado familiar é constituído por 3 indivíduos e o rendimento provém maioritariamente de pensões e reformas. 1
 Nos últimos anos, verificou-se um aumento do número de mulheres e do nível de formação. Aproximadamente 1/5 dos produtores trabalha a tempo inteiro nas atividades agrícolas da exploração, o que representa um aumento face a 1999. Apenas 6% dos produtores obtêm o rendimento exclusivamente da atividade da sua exploração agrícola, enquanto 84% declara que o seu rendimento é formado maioritariamente por outras origens como por exemplo reformas e pensões, em cerca de 64 % dos casos. A mão-de-obra agrícola obra realiza 80% do trabalho agrícola.
Nos últimos anos, verificou-se também uma maior eficiência dos índices de mecanização e a reorientação de alguns sistemas produtivos pecuários para a extensificação, comprovada pela diminuição de efetivos e pelo aumento da superfície forrageira, assistiu-se, nos últimos 10 anos, a um decréscimo do volume de trabalho agrícola (-31% de Unidades de Trabalho Ano (UTA) = 1 800 horas). Estes dados foram observados em 2009 – últimos dados oficiais.
 No entanto, nos últimos 5 anos tem-se assistido à chegada de novos rurais – agricultores que estão a revolucionar a agricultura – com novas técnicas, novos produtos, estando como consequência as exportações de produtos agrícolas a crescer. Está a aparecer toda uma nova geração que está a criar startups e a aventurar-se em novos produtos agrícolas, apostando na exportação, numa escala nunca imaginada. Os novos agricultores têm mais formação, estão mais informados, são mais dinâmicos e obtém maior vantagem das novas tecnologias e da abertura dos mercados. A produção agrícola atingiu, no ano passado, 6,84 mil milhões de euros, o valor mais alto de sempre, valor verificado com menos agricultores.
As novas tendências e a agricultura de futuro.

Tendencialmente, com a chegada destes novos agricultores ao meio rural, a Quercus congratula-se com o facto de existir, como consequência, mais respeito pelo Ambiente, menos mobilização do solo e um uso sofisticado da rega. Isto embora ainda existam maus exemplos verificados, tais como olivais intensivos, grandes áreas de culturas protegidas (estufas), uso excessivo de pesticidas, técnicas erosivas e utilização de OGM – Organismos Geneticamente Modificados.
Hoje em dia, o agricultor tem uma abordagem mais empresarial, com grande enfoque na qualidade e valorização do seu produto. Ser agricultor em Portugal passou a ser prestigiante. Desta forma, é necessário, na próxima revisão da PAC, envolver os agricultores que estão interessados ​​em fazer parte da solução e não do problema. Para começar a incentivar os agricultores a trabalharem com a natureza, em vez de contra ela. é igualmente tempo para deixar de matar pragas para se começar a lidar com elas.
A Europa também exorta as instituições europeias e os decisores nacionais a utilizarem os princípios apresentados na Declaração da Sociedade Civil sobre a Reforma das Políticas Agrícolas Europeias "Boa Alimentação, Boa Agricultura - Agora!" (the Civil Society Statement on the Reform of European Agricultural Policies “Good Food, Good Farming – Now!), como base para o processo de reforma da Política Agrícola pós-2020.
A Quercus espera que a nova PAC incentive os agricultores a usarem boas práticas de conservação dos solos, paisagem e recursos naturais e seja estimulada de uma vez por todas a agricultura familiar, bem como o consumo de alimentos que tenham uma baixa pegada ecológica.
1 - Fonte: https://www.ine.pt/xportal/
A Direção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

CIDADANIA: Já existe o Livro de Reclamações on-line

Desde o dia 01 de Julho que já pode reclamar no livro de reclamações on-line. Esta medida faz parte do programa Simplex que pretende "diminuir prazos, a previsibilidade dos tempos de resposta a investidores".
Entrou em vigor no dia 01 de Julho, a medida Simplex+ “Licenciamentos Turísticos+ Simples», que altera o Regime Jurídico dos Empreendimentos Turísticos (RJET).
Segundo o Ministério da Economia, os principais objectivos deste diploma são "diminuir prazos, a previsibilidade dos tempos de resposta a investidores, simplificar a instalação de hotéis em edifícios já existentes, a possibilidade de abertura de hotéis quando concluem as obras", assim como "a obrigatoriedade das plataformas electrónicas só poderem divulgar e comercializar empreendimentos registados no Registo Nacional de Turismo".
O gabinete da Secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, refere em comunicado que este diploma vem dar corpo ao Programa do Governo que estabelece como "uma das suas prioridades fortalecer, simplificar e digitalizar a Administração, bem como a implementação de medidas destinadas a potenciar o sector do turismo enquanto factor de atracão de investimento estrangeiro".
Já é possível através do endereço aceder ao Livro de Reclamações. "O consumidor pode efectuar uma reclamação, pedir informações às entidades reguladoras, consultar perguntas frequentes e a legislação em vigor, relativamente aos serviços públicos essenciais: energia eléctrica, gás natural, comunicações electrónicas, serviços postais, água e resíduos", explica o comunicado.
Com a disponibilização do Livro de Reclamações On-line, o Ministério da Economia "concretiza mais uma das suas medidas do Programa Simplex+, que "visa simplificar e tornar mais acessível o Livro de Reclamações, promover a resposta e o tratamento das reclamações de forma mais rápida e eficaz, bem como melhorar o diálogo entre os consumidores, as entidades públicas e as empresas", afirmou.
Mas para quem pretenda usar o modelo antigo, o mesmo continua disponível "mantendo-se o nível de protecção dos consumidores menos familiarizados com as novas tecnologias", concluiu o comunicado do Gabinete.
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NOTA: Escrevi várias vezes no Livro de Reclamações e isso habilita-me a ter uma opinião sobre o dito, que me leva a afirmar, sem hesitações, que o Livro de Reclamações não serve, rigorosamente, para nada. A não ser como medida obrigatória ( e paga ao Estado) para todos os estabelecimentos e serviços, públicos ou particulares, o adquirirem.
Nota Final: Quando tiverem alguma problema de Consumo, vão directamente à "fonte", isto é, escrevam, telefonem, e-mailem, para o "Papa", ou seja a entidade máxima de cada serviço. Hoje, quase todos os serviços públicos têm uma Inspecção Geral, por exemplo, a da Saúde, ou as Autarquias Locais, onde são mais comuns os casos de reclamações. 
É para aí que devem encaminhar as vossas cartas de indignação e protesto, devidamente fundamentadas. Se estes serviços de tutela "falharem", o que também é vulgar, NÃO SE CALEM!
Vão à instância superior, se necessário, ao Provedor de Justiça e ou ao próprio Ministério Público. É para isso que servem: atender e resolver os justos anseios dos cidadãos.