9.10.13

OPINIÃO: O futuro ao dobrar da esquina

Naquele país à beira mar plantado, havia um governo de betinhos irresponsáveis, de aldrabões de pacotilha e de vendedores da banha da cobra, assessorados por um residente na república que faz muito bem o que tem a fazer: reside.
Naquele país que chegou a dar “novos mundos ao mundo” havia um governo que fabricava monumentos mediáticos ao mesmo ritmo que lançava projecções optimistas sobre o futuro.
Relvas, Gasparinhos, Rosalinos e borsalinos, Machetes e diabretes, loureiros, bpns e swapps são filhos desta geração de incompetentes que apenas têm uma ideia em mente: espoliar os cidadãos dos seus elementares direitos, produzir emigrantes em catadupa e contribuir para tornar Portugal num “novo” Bangladesh.
Descobrimos agora que além de mentirosos são cobardolas. Fecharam-se em copas e esconderam dos cidadãos, medidas brutais contra os portugueses, que conheciam há muito, esperançados em que os eleitores tivessem memória curta e não os penalizassem nas eleições.
Agora dizem que querem reduzir - e fazem aprovar, como serventuários obedientes dos grandes trusts financeiros – as repartições de finanças, os correios, juntando-os ao número de serviços públicos que encerraram, sem apelo nem agravo, sem consideração e respeito pelo povo, nem tão pouco por aqueles que os elegeram e sentaram na cadeira do poder.
São meninos mimados, com as carteiras recheadas, de luxos e mordomias, o futuro assegurado, os seus e dos amigos. São “bons” em números e em teorias macro-económicas. Deviam estar numa “agência de notação”, dessas que dizem com a maior das safardezas que “Portugal é lixo” e não à frente de um governo que tem a “marca” da social-democracia e da democracia cristã, mas que nem por sombras quer ouvir falar em Social e muito menos nos princípios fundamentais do Cristianismo.
Amigos, dizem-me que o Governo quer “acabar com o interior”. Digo-lhes que estão enganados: há muito que este Governo matou o interior. O que quer é acabar com tudo o que mexe e  tenha algibeiras.
Não sabem nem sonham que o sonho comanda a vida e que aqueles que servilmente o amparam em nome das populações que os elegeram, têm os seus dias contados. O povo não vai eternamente viver na cegueira e há-se saber separar os políticos sérios (que ainda os há) dos vendilhões da pátria ou traficantes de swapps.
O futuro está ao dobrar da esquina. Basta que o povo queira!
Mário Mendes
Imagem de J.C in http://maladeporao.blogspot.pt